1898 - Os Clubes de São Cristóvão e Vasco da Gama |
O bairro abriga hoje dois tradicionais clubes da cidade do Rio de Janeiro: o Clube São Cristóvão de Futebol e Regatas e o Clube de Regatas Vasco da Gama. O São Cristóvão surgiu num barracão das vizinhanças da Praia de São Cristóvão, quando os esportistas José Galvão, José Queirós, Luís Corrêa e Sá, Luís Parisot, Antônio Maurity, E. Bordine e Moura e Castro, em 12 de outubro de 1898, o fundaram com o nome de Clube de Regatas de São Cristóvão. O clube foi transferido para outro local mais adiante na praia e, posteriormente, para a Quinta do Caju, depois de sua fusão com o Grupo União Náutica. Hoje, por fim, sua sede náutica se encontra próxima à Ponte do Fundão, ao lado do Parque União. O São Cristóvão Atlético Clube, que se fundiu em 1941 com o São Cristóvão de Regatas, nasceu em 1909, e bem perto, numa casa da Rua Bela, sob o estímulo de João e Carlos Cantuária, Barroso Magno, A. Perdeneiras e João Germano. Seus treinos e jogos amistosos eram realizados no Campo de São Cristóvão, antes da construção do campo na Rua Figueira de Melo. E porque existia muitos cadetes em seus quadros, face sua proximidade com os diversos quartéis existentes na região, tornou-se conhecido como "clube dos cadetes". Também na região se encontra o Estádio de São Januário, pertencente ao Clube de Regatas Vasco da Gama, atualmente o segundo mais importante estádio de futebol da cidade. O nome de São Januário nos reporta à rua no qual está localizado, onde após a transferência do antigo campo da Rua Morais e Silva, no Engenho Velho, Tijuca, foi, em 1927 inaugurado o novo estádio numa partida entre o time da casa e o Santos, no qual o Vasco foi derrotado por 3 a 2. São Januário, a propósito, era o ponto final da linha de bondes que vinha do Largo de São Francisco e que se tornou imortalizado no cancioneiro popular:
e que no bom humor popular ganhou versão provocativa aos torcedores do Vasco:
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