Em 1627, os jesuítas, donos da grande sesmaria
que ia do Rio Comprido até Inhaúma, construíram no litoral além da Gamboa
uma igrejinha dedicada à São Cristóvão.
A pequena igreja ficava nas terras da fazenda do mesmo nome, a certa
distância da casa grande, que ocupava uma pequena elevação próxima à entrada
do chamado Saco de São Diogo, ainda existente no mesmo local.A pequena
ermida ficava junto à praia até então somente habitada por uns poucos
pescadores, logo passando a ser chamada de praia de São Cristóvão.
Próximo à igrejinha passava o Caminho de São Cristóvão o qual, além de
servir aos jesuítas, era muito utilizado como via de comunicação da cidade
com o interior.
A multiplicação dos engenhos e fazendas no interior, bem como a precariedade
de acessos por via terrestre para o centro da cidade, incrementaram a
circulação na região. Por essa estrada logo começaram a passar os tropeiros
e viajantes, aparecendo no seu entorno uma pequena povoação que passou
a ser chamada de Campo de São Cristóvão.
Durante muitos anos o acesso à igreja era feito pelo mar e, à hora da
missa, era às suas portas que os pescadores amarravam suas canoas. O mar,
por diversos aterros foi levado para longe, mas a igreja, elevada à matriz
em 1865, foi reconstruída e ampliada e hoje se encontra na Praça Padre
Sève. |