Através do Alvará Régio de 3 de setembro e da Carta Régia
de 4 de outubro de 1759, incentivado pelo Marquês de Pombal, Sebastião
José de Carvalho e Melo, o Rei D. José I, determinou a expulsão dos jesuítas
de todos os domínios portugueses, tendo seus bens sido inventariados e
seqüestrados para serem incorporados ao erário real.
No Rio de Janeiro, o Governador da Capitania Real, Gomes Freire de Andrade,
determinou o seqüestro da Fazenda de São Cristóvão, tendo sido o auto
despachado em 9 de novembro de 1759.
As terras da Fazenda de São Cristóvão, do Engenho Velho e do Engenho
Novo foram divididas em diversas propriedades com características de quintas
e chácaras com uma ocupação mais efetiva, limite e propriedades definidos.
Da antiga Fazenda de São Cristóvão uma das propriedades, a Quinta da
Boa Vista, foi adquirida pelo rico negociante da Rua Direita, Antônio
Elias Lopes, enquanto parte do Engenho Novo passou para as mãos do Capitão
de Milícias José Paulo da Mata Duque Estrada.
O casarão no qual funcionava a sede da Fazenda de São Cristóvão é desapropriado
e transformado no Hospital dos Lázaros, inaugurado em 1º de fevereiro
de 1765 e subsistindo até os dias de hoje, dominando uma pequena colina
atrás do atual gasômetro, mantendo a destinação que lhe foi dada desde
os tempos da expulsão dos jesuítas.. |