O Museu do Primeiro Reinado

 


Recentemente o Governo do Estado anunciou a recuperação e restauração do Museu do Primeiro Reinado para o ano e 2004.
O local foi uma das mais célebres residências do Império, pois nela viveu Domitila do Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a mais famosa amante de D. Pedro I.

Palco de grandes festas e refúgio do amor proibido do imperador, a casa é um belo exemplar da arquitetura neoclássica da primeira metade do século XIX. Adquirido e reformado por D. Pedro I para servir de residência para sua amante, o palacete foi tombado pelo Patrimônio Histórico em 1937.

A pintura decorativa de seu andar nobre, obra de Francisco Pedro do Amaral, apresenta, no Salão dos Deuses, a própria marquesa posando para a representação dos quatro continentes. A Marquesa de Santos, no entanto, pouco usufruiu do local. Pouco depois de mudar-se para lá, foi exilada em São Paulo em 1829 devido ao casamento de D. Pedro I com dona Amélia de Leuchtenberg.

Após anos de abandono, o Palacete da Marquesa foi resgatado na década de 1960 para servir de sede da reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e abriga, desde 1979, o Museu do Primeiro Reinado.