|
Quinta Imperial |
|
A Quinta hoje |
|
O Portão da Quinta |
|
Jardim Zoológico |
|
Museu Nacional |
|
|
Negociante atacadista de muita iniciativa, enriquecido no tempo em que o comércio exterior do Brasil era monopólio
da Metrópole, pôde Elias Antônio Lopes dar-se ao luxo de construir para o seu descanso uma casa-quinta. O terreno escolhido ficava numa elevação
que se estendia das margens do rio Maracanã ao mar, entre a enseada de São Cristóvão e de Inhaúma, chamado Quinta da Boa Vista.
Com a chegada da Família Real, Elias doou a sua propriedade a D. João VI transformando-a em residência do monarca, servindo-se para a comunicação
com a cidade de uma ponte de desembarque pois, não estando ainda aterrado o Mangue de São Diogo, era dificílimo atingí-la por via terrestre.
Para acomodar a Família Real, o casarão da Quinta, mesmo sendo vasto e confortável, precisava ser adaptado como residência real. Assim, passou
por considerável reforma realizada por um arquiteto inglês. Nessa ocasião foi colocado à sua entrada o portão monumental que atualmente se encontra
no zoológico, recebido de presente do General Lorde Percy, Duque de Northumberland, sendo uma réplica do existente em sua "Sion House" na Inglaterra.
Mais tarde, D. Pedro I manda fazer nova reforma e ampliação, adquirindo a chácara vizinha à Quinta. Os donos, obrigados a efetuar a venda e por
muito reclamarem dos vizinhos reais cujos animais da cocheira faziam muitos estragos em sua plantação, foram pagos, por ordem de D. Pedro I, com todo
seu valor em moedas de cobres de vinténs.
Após o casamento em 1817, D. Pedro e D. Leopoldina passam a residir na Quinta da Boa Vista. Na mesma propriedade, em 1826, a Imperatriz veio
a falecer de parto, segundo algumas versões, por lhe ter dado o Imperador um empurrão ou um ponta-pé, ou em decorrência de uma penosa viagem à Santa
Cruz, por caminhos impróprios à sua adiantada gravidez.
Também na Quinta cresceu e foi educado D. Pedro II promovendo várias reformas na propriedade, inclusive reformando e embelezando seus jardins,
num projeto do paisagista francês Glaziou, em muito ainda preservado.
Com o advento da República, a Quinta após sediar a Constituinte de 1891, foi transformada em 1893 no Museu Nacional, transferido do Campo de Santana.
O palácio e seus jardins vivem um longo período de abandono, tendo sido ocupado por vários casebres. Em 1909, Nilo Peçanha mandou restaurá-los
e cercá-los, conservando as características que lhes foram dadas por Glaziou.
Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque, abrigando o Jardim Zoológico da Cidade, o Museu da Fauna e, no palácio, o Museu
Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
|
|